O que seria tradicional? Bem, o dicionário diz que é algo baseado na tradição. E então, o que é tradição?
Tradição - s. f.1. Via pela qual os factos ou os dogmas são transmitidos de geração em geração sem mais prova autêntica da sua veracidade que essa transmissão. 2. O facto ou o dogma assim transmitido. 3. Transmissão de uma notícia, boato, rumor. 4. Símbolo, memória, recordação, uso, hábito. 5. Entrega, ato!pelo qual se entrega alguma coisa a alguém. 6. Transmissão, transferência de bens ou de direitos. (http://www.priberam.pt/dlpo)
Então, por que continuamos a tradição de repassar conceitos sobre a educação remontando a conceitos que estavam em voga quando o pensamento pedagógico era voltado ao discurso político-ideológico no qual se pensava que o diferente do inovador era tradicional? Parece-me que a escola tradicional ainda é um conceito vago, é um fantasma que assombra os professores que se dizem “inovadores”. E se passar a tradição às novas gerações é um equívoco, qual seria, então, o papel da escola se tudo que aprendemos/ensinamos não surgiu num espaço/tempo presente? Tudo que um dia foi novidade, hoje é considerado atrasado, até mesmo o pensamento de tratar as escolas tradicionais como obsoletas. O que vale em educação é o resultado e o que se espera da pedagogia é que contribua para a formação de uma sociedade consciente e cidadã. E ser cidadão é algo tradicional, é reconhecer o indivíduo e respeitar sua individualidade, ainda que a nossa própria individualidade não reconheça como uma tarefa fácil. Michele


O texto sobre a escola tradicional mostra-nos em uma perspectiva histórica o eterno conflito entre a tradição e a modernidade pedagógica. Tal confito é dispensável se partirmos do princípio que a escola progressista não opôs-se à escola tradicional. O que ocorre nesse caso, é que a primeira seria a segunda reelaborada. Sendo assim, uma não anula a outra, apenas a complementa em relação as mudanças na sociedade. É errôneo pensar em escola tradicional como obsoleta pois, há muito dela na pedagogia reformadora, isto é, o que é considerado relevante e eficaz nela, é utilizada e aproveitada na outra. Portanto, torna-se difícil qualificá-las em boas e ruins ou dizer que suas filosofias estão certas ou erradas, cada uma delas têm seus pontos positivos e negativos. O que devemos fazer é associá-las e pensá-las como uma só, não descartando completamente nenhuma dessas concepções. Juliana Berchon- julianaberchon@hotmail.com


Por escola tradicional pode-se entender os estabelecimentos que ensino que são obsoletos, escolas do passado, más escolas e a maioria das escolas existentes, onde é possível encontrar "um conjunto de atributos educativos considerados indesejáveis"(pg.94 com adaptações), mas que possuem "nome e sobrenome" quanto a metodologia utilizada mesmo que esta tenha sido revolucionária na sua época de surgimento; sendo assim, não podemos esquecer que todas as escolas possuem sua base no tradicional, já que este método foi e continua em processo constante de evolução, em busca de melhores maneiras de colaborar na aprendizagem do aluno, pois a escola atual é "uma mescla de procedimentos"(pg. 93 com adaptações). Sabemos que criticar um método ou uma escola sem uma forte proposta que busque efetivamente resultados é arriscado, mas é a partir das críticas que a metodologia evolui, um exemplo disso é a avaliação. Mesmo tendo evoluído no sentido de que o conhecimento de mundo é levado em conta e vale na sala de aula, sem ela não poderíamos avaliar o rendimento do aluno e do professor. A "escola tradicional" possui elementos importantes para a aprendizagem do aluno, pois se assim não fosse, teriam sumido e não se modificado. Deise Alves Costa- dei-se-costa@hotmail.com


Pensar no conceito escola tradicional nos remete a algo ruim, e como traz no texto, "Torna-se um abuso de linguagem e uma tarefa teórica demasiado fácil associar o tradicional com o mau, o incompleto, o ineficaz, o defeituoso, etc." E é essa a primeira imagem que nos vem a mente quando nos referimos ao termo "escola tradicional", somemte tem-se feito críticas em relação a isso, como modelos pedagógicos antigos, e o que se fala agora é somente "inovar", mas pergunto, inovar até que ponto? A chamada escola tradicional foi a que até hoje ensinou e nem por isso se deixou de aprender porque o metodo não era adequado, ou não era tão bom. Claro que inovar é sempre bom em todos os âmbitos, mas não vejo o tradicional de forma negativa, como algo que tem que ser esquecido, que precisa morrer no passado e passar agora a adotar a palavra"inovar", como trazem as novas concepções. Temos que inovar, mas nem por isso temos que esquecer que existiu um metodo tradicional( e que também ensina), porém temos que perceber em que momento e em que contexto vamos inovar nos metodos de ensino e que momentos teremos que ser mais tradicionais(o que não quer dizer que será um método massante de ensinar).

Aline Pegoraro-


Diferentemente da minha opinião formada (através do senso comum) sobre a "Escola Tradicional", o texto de Jaume Trilla vem "desconstruir" a concepção de escola tradicional como a regente e a reprodutora dos "maus" da educação. Nesse sentido, o que deve ser levado em consideração é a ideia de escola imperante como 'tradicional' e 'moderna', dentro de um sistema funcional existente, visivelmente apresentada através de suas práticas. Isso quer dizer que "são frequentes, na realidade escolar atual, as justaposições entre elementos tradicionais e renovadores, ou características de um no outro" (p. 97). Entretanto, a ideia que impera por meio do sendo comum, que a "escola tradicional" é ultrapassada e que agora ela é (ou de ve ser)'moderna' e 'progressista'( e de 'qualidade') nada mais é do que uma dicotomia fincada num imaginário,desconsiderando assim a própria diretriz. Contudo, "se no discurso imperante não há modelos projetivos globais de escola, tampouco tem sentido a existência do esteriótipo ou o constructo global da escola que se quer negar: a denominada antes "escola tradicional"." (p.98) Ester Dias de Barros - ester.dias.barros@hotmail.com

Após a leitura do texto “O que se chamou, afinal de “escola tradicional”?” e “A escola tradicional hoje”, de Jaume Trilla. Acredito que o conceito de escola tradicional do século XIX não exista mais no dias de hoje, porém, ainda se encontram escolas tradicionais, em relação à metodologia, estilos dos docentes, e assim por diante. Algumas escolas estão deixando o conceito de escolas tradicionais e estão adquirindo conceitos de escolas reflexivas e ou modernas. No entanto, apenas estão mudando de conceitos porque, no meu ponto de vista, continuam sendo escolas tradicionais, pois o professor vai para frente da classe e passa conteúdos no quadro negro e os alunos têm que copiarem, não procuram táticas, ferramentas novas de ensino. Assim, mudaram apenas nos documentos o que a escola deve fazer, porque na prática continuam agindo da mesma maneira. Maria Fontoura (maria_fontoura@hotmail.com)

No texto A Escola Tradicional o autor sabiamente não tenta prescrever o que seria a escola tradicional. Pois, sabe que esta concepção esta mais ligada a um sentido conotativo e polissêmico do que descritivo e uníssono. Pondera ainda que, este modelo de escola transmite a idéia de um signo pejorativo, arcaico e superado. Ainda mais porque as pedagogias renovadoras do século XX usaram nomes como “progressista”, ”transformadora, “moderna” e seu contra modelo foi à idéia de “tradicional”. O autor pontua ainda que as pedagogias atuais que buscam por prestigio tentam se desvencilhar da idéia de tradicional. Mas que, ainda existem defensores saudosistas de um suposto modelo escolar antigo mais profícuo. Contudo, estes defensores teriam que ser bastante negativos para não perceber avanços nas instituições escolares atuais, tais como a democratização do ensino, repudio a castigos físicos e a separação por sexo, ainda mais numa sociedade que prima pelo valor da igualdade entre e pelo valor da diversidade. O autor finaliza descrevendo que na sociedade contemporânea pós-moderna, onde os discursos sobre verdades absolutas tornaram-se amplamente questionáveis, já não cabe mais o debate estático entre escola moderna versus escola. Cristiano Flores de Limas cristianolimas@yahoo.com.br

Ao tratar sobre a pedagogia tradicional, Jaime Trilla mostra o preconceito com a educação tradicional, que o termo carrega uma carga muito pejorativa, de ser obsoleta, que todas são assim e que são ruins. Logo, as dúvidas giram em torno do que é uma escola ruim e se as novas escolas realmente inovaram não só em um aspecto, mas em sua totalidade. A escola ruim é a que não disponibiliza educação a todos, que não respeita a individualidade do aluno, e ao mesmo tempo não o determina na sociedade. Em suma, a principal questão é se a escola é uma escola de qualidade. Thiago de Araújo - thiago280186@gmail.com

O texto de Jaume Trilla vem desmistificar alguns conceitos sobre a "escola tradicional" de que tanto falamos. Primeiro, temos de lembrar que há vários conceitos sobre o que é "tradicional" e onde pode ser aplicado cada um. O autor nos mostra inicialmente quatro deles, que são bem diferentes mas que, certamente, já ouvimos alguém falar. O mais comum deles é o que se associa a palavra "tradicional" ao que é ruim, ao que não funciona e este faz contraste com o que é "moderno", que é associado ao que é bom, o que olha para o futuro. Ainda, Trilla lembra que, às vezes, uma escola dita "moderna" é aquela que adota um método específico, com um certo nome, porém deste método só resta mesmo o nome. Já a "escola tradicional" não se utiliza de um método específico, e é isso que não é visto com bons olhos. Trilla diz que "O que realmente importa são as diversas idéias sobre a atividade docente, sobre as formas de organização, sobre o currículo e didáticas especiais, sobre técnicas e tecnologias de aplicação escolar, sobre a participação dos pais e da comunidade, sobre conhecimento crítico e construtivismo..."(p. 98). Eu concordo. (Luísa Guedes - luisa_guedes_@hotmail.com)

O texto de Trilla primeiramente trata do que poderia ser chamado de "escola tradicional", termo ainda muito utilizado por muitos educadores estudiosos do assunto. O autor nos apresenta quatro definições de diferentes concepções de "tradicional", a seguir nos leva a refletir sobre as escolas que ainda se auto denominam tradicionais hj. O foco principal desse trabalho é exatamente desvendar o modelo de escola que temos hoje em nossa sociedade, em que concepções se encaixam, qual pedagogia e didática que utilizam, podem ser consideradas "tradicionais"? Segundo o autor - e eu acredito - , "o que realmente existe são diversas idéias sobre a atividade docente, sobre forma de organização, sobre currículo e didáticas especiais, sobre técnicas e tecnologias de aplicação escolar, sobre a participação dos pais e da comunidade, sobre conhecimento crítico e contrutivismo..., sobre tudo que se queira..."(cap.4, P. 98). O que se tem hoje são escolas com um pouco de tudo, o que eu chamaria de "Escola tradicional plus".
Lusiana Prates Pereira - lusiana.letras@gmail.com

O texto nos leva a refletir sobre algo tão constante em várias áreas da sociedade humana, sempre que se deseja impor algo novo, a tendência é jogar por terra tudo o que ja foi realizado, taxa-se de atrasado, obsoleto, indesejável todo um trabalho que foi realizado no decorrer de décadas. Quando se iniciou o conceito da Escola Nova, taxaram de escola tradicional todo o modelo que era realizado até aquele instante. E por certo este modelo não era de todo errado, pois senão não teriamos os próprios pensadores dos novos métodos pedagógicos, se a "escola tradicional" era tão ruim, aonde eles aprenderam? Não podemos negar que haviam métodos quases medievais, castigos físicos, separação entre meninos e meninas e uma forte disciplina autoritária, mas não podemos julgar só por estas razões, implodir toda uma estrutura para colocação de uma nova foi um erro que estamos pagando. A inovação era extremamente necessária, mas ela teria que obrigatoriamente ter ido beber nas boas fontes do passado, e por certo não estariamos ainda na busca do modelo mais certo de escola. dilmarblt@gmail.com
Dilmar Sanches dos Santos

Os textos sobre a escola tradicional de Jaume Trilla apontam alguns significados sobre este termo,uma das questõeslevantadas é ótima para refletirmos: se as técnicas didáticas consideradas tradicionais são obsoletas, por quê até hoje são utilizadas?Isso prova que o passado está muito presente e como diz o autor, o que realmente mudou foram os artefatos tecnológicos,o segundo texto também nos faz questionar sobre até que ponto as escolas ditas inovadoras são originais,será que de fato podemos encarar a inovação do processo pedagógico como um sistema de decantação,onde o passado fica no "fundo" e a renovação emerge sozinha?
O que importa mesmo é a qualidade e não a separação de concepções pedagógicas,acredito mesmo que a diluição desta oposição é muito complexa,pois um discurso está inevitavelmente ligado ao outro.
Joanadarcacosta@gmail.com